MENSAGEM DO PADRE JORGE CASIMIRO CONGO AO SITE DA ASSOCIAÇÃO TRATADO DE SIMULAMBUCO-CASA DE CABINDA

 

 

Caros Irmãos;

O momento Urge. Indiscutivelmente o Povo de Cabinda vê-se dividido em duas partes: a diáspora e o interior. Duas situações com a mesma carga Patriótica, apesar de diferentes. A história ensina-nos que a diáspora foi sempre o lugar e o espaço para se repensar a cultura, cimentar a identidade e fomentar os sonhos do futuro. O Interior, que está mais em contacto com o colonizador, sofre, e em primeira mão a inculturação da ideologia colonial, a pressão, os massacres, a destruição da identidade. Enfim, aquela que carrega toda a cruz. Neste sentido, se a diáspora se vê quase que livre dos vexames, por outro lado, sofre à sua maneira, o exílio que não deixa de ter o seu peso na mente dos exilados e das gerações subsequentes. O que une estas duas situações? Um grande amor à Pátria. Este amor é o elemento hermenêutico, isto é interpretador de todas as atitudes que pomos no acto concreto de libertar. Daí, duas coisas são sumamente importantes: 1º Um olhar crítico para o passado, para não cometermos os mesmos erros do passado. Daí a capacidade de aceitarmos a verdade, porque só ela liberta. (Jo.8,32).

Este modo de estar tem como efeito libertar as consciências e abater as estátuas que, amiúde, têm pernas de barro. 2º Poisar um olhar de esperança no futuro.

Isto ajuda-nos a romper os lanços do desânimo e reunirmo-nos todos naquela Jerusalém libertada.

Todos nós, a partir de agora, seremos julgados não por aquilo que fizermos, mas por aquilo que formos capazes de deixar de fazer. Logo, o espírito de colaboração, o aceitar as propostas de outrem; a capacidade de escuta, mesmo que nos doa; a capacidade de nos associarmos aos projectos sérios vindos de terceiros, far-nos-á os homens que Cabinda Precisa.  PADRE JORGE CONGO. 25.06.03